Sobre o espaço na Arquitetura

Zevi cita o crítico Geoffrey Scott que, seguindo tradições fisiopsicológicas, comenta que linhas, superfícies, volumes e massas tem um certo valor, mas não é o valor especifico da arquitetura:

[…] a arquitetura nos dá espaços com três dimensões, capazes de conter as nossas pessoas, e este é o verdadeiro centro desta arte.

[…] Ela possui o monopólio do espaço. Apenas a arquitetura, entre todas as artes, é capaz de dar ao espaço seu pleno valor. Ela pode nos rodear de um vazio de três dimensões e o prazer que dela se consegue extrair é um dom que só a arquitetura pode nos dar. […]

[…] É estranho como a crítica não tem sabido reconhecer esta supremacia da arquitetura em matéria de valores espaciais. […] Por hábito mental, as nossas mentes estão fixas na matéria tangível, e falamos apenas do que faz trabalhar os nossos instrumentos e detém a nossa vista: a matéria dá-se a forma, o espaço vem por si só. O espaço é um “nada”- uma pura negação do que é sólido – e por isso o ignoramos.

Mas, ainda que possamos ignorá-lo, o espaço age sobre nós e pode dominar o nosso espirito; uma grande parte do prazer que recebemos na arquitetura – prazer que parece não podermos perceber ou que não nos damos ao trabalho de notar – surge, na realidade, do espaço. […] Esteticamente, porém, o espaço tem uma importância ainda maior: […] suscitar um determinado estado de espirito nos que “entram” nele (SCOTT apud ZEVI, 2009, p.185).

 E sobre a concepção de espaço Hiberseimer (1956) diz que:

A partir do momento em que a arquitetura existe no espaço, isso representa um problema. Visualmente não podemos perceber os limites do espaço, apenas os objetos no espaço podem nos mostrar isso. O sentido de espaço é percebido através da relação entre objetos contidos no espaço. O conceito de espaço varia ao longo do tempo. Era moderna é caracterizado pela tendência dos espaços abertos na arquitetura desde a época da renascença. […]

Arquitetura está localizada no espaço e ao mesmo tempo contem este espaço. Nesse sentido, temos um duplo problema ao lidar com o espaço externo, assim como espaço interno, pois esses dois tipos de espaços  podem estar relacionados um com o outro de várias maneiras e  também podem estar unificado. Espaço externo pode surgir do interno e o interno do externo. Ambos também podem se mesclar em um mesmo espaço.

Através da casa de campo de tijolos Mies van der Rohe contribuiu pela primeira vez para resolver os problemas de espaço e grandiosamente. A casa simboliza seu conceito de espaço fluido, a transposição suave em que o espaço interno e externo. Os muros baixos longos estendendo para área aberta trazem o externo para o interno da casa.

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